A fibroplasia esclerosante eosinofílica gastrointestinal felina (FEEGF), lesão inflamatória de patogênese desconhecida, é pouco descrita na literatura e não possui protocolo terapêutico e cirúrgico bem definidos. Geralmente, apresenta-se como um nódulo, não neoplásico, fibroproliferativo e embora raro, a inflamação pode estender-se para tecidos extra-peritoneais, como o pancreático e biliar.
Um felino, fêmea, Persa, três anos de idade, 2,8kg. O paciente apresentou histórico de vômito há cerca de dez meses, acompanhado de emagrecimento progressivo.
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A urolitíase em cães é uma condição frequente que pode afetar diversos segmentos do trato urinário, como bexiga, uretra e ureteres. A presença de urólitos pode gerar obstrução parcial ou total, predispondo a hidroureter, pielocele, pielonefrite e, nos casos mais graves, à perda de função renal.
O paciente Loki, cão da raça Spitz Alemão, macho, castrado, com 8 anos de idade, foi inicialmente atendido com sinais de desconforto abdominal e alterações urinárias. Possuía histórico de dor lombossacra crônica.
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O presente relato de caso descreve a evolução clínica de um paciente felino com múltiplas comorbidades, incluindo nefropatia bilateral, hepatopatia congestiva e pancreatopatia. Inicialmente, o paciente foi avaliado em uma consulta de rotina, onde foram identificadas alterações em exames de imagem, embora os hemogramas e perfis renal e hepático estivessem dentro dos parâmetros normais.
O tratamento tem como objetivo melhorar a qualidade de vida e prolongar a sobrevida do paciente, o que torna o diagnóstico precoce fundamental.
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As neoplasias palpebrais representam uma importante condição clínica em cães geriátricos, podendo comprometer funções oculares. Sarcomas, embora menos frequentes que tumores epiteliais nas pálpebras, são agressivos, localmente invasivos e com potencial de recidiva, o que demanda condutas individualizadas e muitas vezes complexas.
Cadela da raça Fox Paulistinha, 10 anos e 9 meses, não castrada, com 5,1 kg, com queixa de massa palpebral medial no olho direito, com aumento de volume progressivo.
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Os divertículos intestinais em cães são alterações raras caracterizadas por protrusões saculares da parede intestinal, podendo ser classificados em congênitos, quando envolvem todas as camadas histológicas, ou adquiridos, quando resultam de fraqueza focal da muscular associada ao aumento da pressão intraluminal. Embora afetem mais comumente o cólon e o duodeno, a ocorrência em jejuno é incomum, porém associada a maior risco de complicações inflamatórias e perfurativas.
Foi atendido um paciente canino, macho, Bulldog Francês, 5 anos, apresentando diarreia com sangue vivo há dois dias. A tutora relatou episódios intermitentes de diarreia há cerca de seis meses, sem hematoquezia até o episódio atual. Observou-se apetite reduzido e discreto desconforto abdominal à palpação.
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A doença do disco intervertebral (DDIV) é a principal causa de lesões na medula espinhal em cães. A extrusão, também conhecida como Hansen tipo I ou degeneração condróide, refere-se ao tipo de DDIV mais recorrente, a qual ocorre à transformação do núcleo pulposo gelatinoso em um material calcificado que se projeta através do anel fibroso para o canal vertebral, atingindo a medula.
Uma cadela, raça Poodle, com aproximadamente nove anos e pesando 6,6 kg, apresentou-se no dia 29 de setembro de 2023 com os seguintes sinais clínicos: Tetraplegia, ausência de propriocepção nos quatro membros, ausência de dor superficial, presença de dor profunda e espasmos na região cervical.
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O ligamento cruzado cranial (LCCr) garante a estabilidade do joelho canino; sua ruptura causa claudicação. O TPLO é o tratamento mais eficaz, promovendo recuperação da articulação. Em cães idosos, a cicatrização é mais lenta, e a terapia com células-tronco pode acelerar a regeneração e reduzir a inflamação.
Em setembro de 2024, uma cadela Lhasa Apso de 12 anos apresentou ruptura do ligamento cruzado cranial. Foi realizada a cirurgia de TPLO associada à aplicação de células-tronco mesenquimais para auxiliar na regeneração e prevenir complicações. No pós-operatório, recebeu analgesia, antibiótico, repouso controlado e fisioterapia, com acompanhamento clínico e radiográfico da recuperação.
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Giovanna Barros – Faculdade de Ciências Sociais e Agrarias de Itapeva
Gustavo Molitor Rolim – Faculdade de Ciências Sociais e Agrarias de Itapeva
Fernando Vieira Araujo – Universidade de Alfenas
Neoplasias nasais em gatos são raras e agressivas, principalmente em felinos idosos. O diagnóstico é difícil pelos sinais inespecíficos, e o tratamento é limitado pela anatomia da região e pelo difícil acesso à radioterapia. Este relato descreve uma gata de 15 anos com adenocarcinoma nasal tubular. A cirurgia não foi viável, e optou-se por tratamento paliativo com acetato de metilprednisolona e gabapentina. A paciente viveu seis meses após o diagnóstico, mas a interrupção do tratamento agravou os sintomas, levando ao óbito três dias após o retorno.
Revista Clinica Veterinaria